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​Aquilo que se fala de um negócio ou serviço (o enunciado) não pode ter menos qualidade do que se quer vender (o anunciado) porque há relações e implicações simétricas entre um e outro. Não basta o produto ser bom – ele também precisa parecer bom. Redatora publicitária e assessora de comunicação, Eveline de Abreu escreve desde muito antes de viver de escrever. Além do curso para capacitação em técnicas de produção textual, ela é atenta espectadora dos movimentos dos novos tempos. Em entrevista a Ana Cristina Kolb, Eveline fala de suas observações sobre a importância da comunicação no mundo sobretudo virtual.

Ana Cristina Kolb – Comecemos pelo presente. Você mora na Provence, França, por que razão?
Eveline de Abreu – Tirei uma licença e vim por amor. Entre idas e vindas, a partir de 2007. Fui ficando, ficando… em um dos pedaços mais lindos do planeta. E estou aqui desde final de 2011.

AK – Mas você não vive só de amores.
EA – Nem de brisa (risos). Eu passei a fazer o que sei e gosto. Com as vantagens das tecnologias digitais e sem os inconvenientes dos engarrafamentos no trânsito, eu crio e/ou adequo textos destinados tanto a empreendedores como a empresários que necessitam valorizar uma ideia institucional, que precisam de uma linguagem, uma abordagem à  altura da qualidade do produto ou serviço que oferecem. Tanto para o mundo virtual (sites, blogs, fanpages etc.) como para qualquer outro meio que demande o casamento feliz de texto, imagem e contexto. 

AK – Como você concebeu a ideia?
EA – Observando o número de empresas que atuam em outros países e a quantidade de empreendedores brasileiros no exterior. Então, na carona de seminários, cursos e palestras ministrados a convite de algumas instituições (Instituto de Hospitalidade, Senac e Instituto Pão de Açúcar), engatei uma primeira no projeto duplo e convergente de não apenas redigir, mas também treinar e capacitar in loco ou à distância (palestras, encontros, seminários, workshops) aqueles que pertençem ao mundo dos negócios.

AK – Em que dimensão você vê o mundo virtual e os negócios?
EA – O velocíssimo desenvolvimento digital, a partir da última virada do século permitiu a cada um (pessoas físicas ou jurídicas) se servir de ferramentas como as redes sociais. Se por um lado há o benefício da democratização dos meios, por outro criou-se uma dissociação entre o produto e aquilo que se comunica sobre produtos e serviços.

AK – É quando o produto vai para um lado e a postagem, a fanpage, o site, o blog vão para o outro?
EA – Exato. Aí entra a Comunicação com técnicas que envolvem coesão, coerência, concisão e consistência. Enfim, o universo dos negócios e o texto estão intimamente e para sempre ligados. Muitas vezes há tanta coisa boa, mas não se sabe bem o que dizer, nem por onde começar.

AK – Então você pensa que o texto faz o produto?
EA – Inegável que o texto apresenta o produto, o negócio, o serviço. No entanto, não há texto, por melhor que seja, que transforme um produto de poucas qualidades em algo bom, de jeito nenhum. Do meu lado existe uma incompatibilidade ética de fazer gato passar por lebre (risos). Não sendo isso, eu, que testemunhei toda essa revolução nos modos de trabalho e produção, estou aqui pra dar um jeito pelo menos na comunicação (risos)! 

AK –  O que você acha que mais agrada ao consumidor potencial?
EA – Se é para falar a verdade… Falar a verdade (risos). E doses generosas de humor sempre vão bem.

AK – Obrigada, Eveline, por esse bate-papo. E para falar com você…
EA – É só me dar um oi pelo email [email protected], WhatsApp [+33] 695-308-016, ou pela fanpage http://www.facebook.com/SobreEscritaRedacao/. Sorte da boa para todos nós, Ana, e sou eu quem agradece!

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